Dói colocar?
O procedimento é feito com sedação e anestesia no local. Numa parte do teste você precisa estar acordado e conversando, para confirmar comigo que a estimulação está chegando exatamente onde dói. Depois, o incômodo é local e passa em poucos dias.
Vou sentir formigamento o tempo todo?
Depende do programa. Os modos mais antigos produzem um formigamento perceptível na área da dor. Algumas pessoas gostam, outras não. Os modos mais novos buscam o alívio sem que você sinta nada. A escolha é sua e minha, junto, e pode ser mudada depois.
Vou ficar com o aparelho para sempre?
Não necessariamente, e ele pode ser retirado a qualquer momento. Mas seja realista: a dor crônica é uma condição de longo prazo, e na maior parte das vezes o aparelho precisa continuar para o alívio continuar. Quem retira costuma ser quem parou de precisar dele ou quem não teve o resultado esperado. A bateria tem duração: alguns modelos você recarrega em casa, como um celular; outros não precisam de recarga, mas depois de alguns anos o aparelho é trocado num procedimento pequeno.
Vou poder fazer ressonância magnética?
Na maioria dos aparelhos de hoje, sim, respeitando condições específicas de máquina e de região do corpo. Depende do modelo colocado e das regras do fabricante. Isso entra na conversa na hora de escolher o aparelho. Se você já sabe que vai precisar de ressonâncias, me avise.
Como faço em detectores de metal, no aeroporto ou no banco?
Você recebe um cartão de identificação do aparelho e deve apresentá-lo nesses lugares. Com o cartão em mãos, a passagem é tranquila. Você sai da clínica com essa orientação por escrito.
Meu convênio cobre?
Sim, com condições. O tratamento está na lista da ANS e a cobertura é obrigatória desde que os critérios da regra de utilização estejam preenchidos. Na prática, o que decide é a documentação: o diagnóstico registrado, a comprovação de que os tratamentos anteriores foram feitos e não resolveram, e os demais requisitos. Montar essa documentação é parte do nosso trabalho.
Qual a diferença entre os dois tipos de aparelho?
Um deles fica encostado na medula e alcança melhor a dor espalhada por toda a perna ou o braço. O outro fica na raiz do nervo e alcança melhor a dor concentrada num ponto (o pé, a virilha, o joelho), variando menos quando você muda de posição. Não é que um seja melhor: eles resolvem problemas diferentes.
Já operei a coluna e a dor voltou. Tenho chance?
Sim, e a chance é boa nos dois casos. Se o que mais incomoda é a dor na perna, com cara de dor de nervo, essa é uma das situações mais estudadas e com melhor resultado. Se o que mais incomoda é a dor lombar, a chance também é boa: as formas de estimulação mais novas, que não produzem formigamento, melhoram bastante a dor lombar, o que não acontecia com os aparelhos antigos. O que a gente precisa fazer antes, nos dois casos, é descartar um problema mecânico que tenha conserto, como a coluna estar instável, uma soldadura que não pegou ou uma compressão que voltou. Se for isso, o tratamento certo é outro. A avaliação começa por aí.
Vou precisar de manutenção?
Depende do modelo. Se for recarregável, você faz a recarga em casa, você mesmo. Se não for, não tem recarga, mas o aparelho é trocado quando a bateria acaba. Além disso, ao longo do tempo podem ser necessários ajustes na programação, presenciais ou, em alguns aparelhos, à distância.
Quanto tempo até eu saber se funcionou?
Você sabe no período de teste, que dura até 14 dias, antes de qualquer coisa definitiva. É exatamente para isso que o teste existe.